Mais uma expedição

Tudo começou com um email sobre uma rede de webrádios do Kruno para uma lista de rádio do indymedia, ao qual o chico da rádio muda viu, entrou em contato, e a partir daí se iniciou a idéia de um intercâmbio entre brasil e croácia levada a frente pelo Kruno. Desde lá e acho que fazem dois anos, já foram feitas diversas expedições de reconhecimento. Já vieram por essas bandas Ricardo Ruiz,Tatiana Wells, Chico Caminati, Thiago Novaes e Alexandre Freire, estes dois a poucos meses pela ocasisão do Icommons em Dubrovinik, o que possibilitou sua participação na Rádio Livre Viajante (Putujući slobodni radio), que consiste na instalação de rádios com um transmissor de baixa potência (1 Watt com um amplificador de 15 Watts) em diversos festivais que acontecem na Croácia nessas épocas mais quentes. (Veja o relato de Alexandre Freire nesse blog em inglês ou aqui em português)
Com uma carta convite da ONG/CNPJ, UKE, que o Kruno tem, conseguimos, Giuliano Bonorandi e Tatiana Gouveia, o apoio do Ministério da Cultura brasileiro através do Edital de Intercâmbio e Difusão Cultural meio que de surpresa.No plano de viagem, a participação em mais dois festivais com a Rádio Livre Viajante em Zadar e Karlovac, uma rápida passagem nos arredores de Pula, na região da Ìstria e uma semana de pesquisas com software livre em Krizveci. E acima de tudo, conversas, muitas conversas, e a tentativa de de se conhecer melhor cultura e realidade umas dos outros.

O principal interlocutor dessa conversa do lado croata é o Kruno Jost, que ao mesmo tempo é o mais empolgado com as possibilidades. Já fez duas viagens ao Brasil, a última com sua consorte Tanja (que na verdade se lê Tânia) e da qual fez este blog aonde se pode ler, em inglês, suas impressões sobre pessoas, cidades e grupos que trabalham com mídia livre, software livre, conhecimento compartilhado, e essas esperanças dos nossos tempos. A despeito da irregularidades e diferenças desses grupos no Brasil, tudo lhe parece muito frutífero, já que aqui na Croácia, tudo isso é muito pequeno e isolado. Pois ele é um dos que tenta conectar diversas pessoas envolvidas em movimentos artísticos, software livre, rádio livre, conhecimento aberto, etc. e tal, participando de algumas iniciativas:

MMKamp => O festival que este ano se converteu na Rádio Livre Viajante. “MMKamp é um projeto internacional de ‘residência artística’ baseado na colaborção entre organizações sem fim lucrativo, artistas,ativistas de mídia tática, e aqueles que não sabem ainda o que são e não se importam. O conceito do MMkamp é um laboratório de arte e de novas mídias, uma plataforma de pesquisa, experimentações com novas mídias e de desenvolvimento de novas formas artísticas e de comunicação.”

GentleJunk.com => “o coletivo gentlejunk é uma plataforma colaborativapara artistas multimídia que oferece possibilidades de experimentações como multimídia, novas mídias e design. Colaborar em imaginação artística ou não, trabalhar em conjunto, compartilhar ideías e inventar conceitos, desconstruir e reconstruir.” “Gentlejunk também é uma NetLabel. aberta para artesões sonoros e músicos interessados em uma criação doce e inivadora, no som em sua essência, experimetnação, inovação, barulho, drone… A maioria dos albúns lançados não estão rigidamente no campo da música da melodia e harmonia, mas estão mais abertos para o contar de histórias e para a experiência psicodélica do som puro e às vezes áspero que reflete o estado íntimo do ser”

Free Radio StanicaMIR => “FREE RADIO: STANICA MIR é uma rede informal de webrádios constituída de índividuos e organizações. Através do programa de rádio Stanica Mir, usando softwares de código aberto e através do compartilhamento do conhecimento e da colaboração internacional com outras rádios livres. Trabalha no sentido de expandir o espaço de mídia livre não comercial, a ação criativa e o ativismo”

Mais do que tudo, e como tudo deveria ser, esse intercâmbio é pra juntar a galera (we gonna put it togheter), it’s all about connectining people. E com o slogan de uma grande fabricante de celulares, se produz uma bela descrição para o nosso desbravamento: Rakija, Connecting People. Rakija é a cachaça local, que pode ser feita de uva,figo ou pessêgo e se lê “Ráquia”. Ou seja, como em qualquer lugar do mundo, as melhores conversas e os melhores intercâmbios acontecem nos bares.

Tentar acabar ou pelo menos desconstruir as fronteiras nacionais, com canetas, marretas e microfones.

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